PhD – CCW/UAL

Image004 - Collective language memoir - 2015 - 2016

Studies on Brazilians living in Britain show that, along with loneliness, unemployment and cost of living, the lack of proficiency in English is a key problem. However, there is little qualitative information about how the host language affects their daily lives. This interdisciplinary practice-based research asks how an art practice activated by experiences of displacement and dislocation in language can become a place of enunciation for decolonial selves. To this end, this research includes not only individual practices, but also collective activities carried out with a group of Brazilian women living in London, as a research focus. The endeavour to deal with English language has engendered writing processes in my visual work, which became a place for experimenting bilingual and fragmentary voices against the initial muteness in which I found myself on arrival in London. Using photography, printmaking, drawing, postcards, and artist’s books I have explored life-writing genres of diary, language memoir, and correspondence to raise an immigrant consciousness, explore accented voices and create practices for writing life individually and collectively. Assembling words and turning their meanings became strategies for expanding limited vocabularies. Once an impassable obstacle, the host language was transformed into a territory for exploring ways to know stories about language and write life narratives through art practice. This research is informed by humanist and feminist geographical approaches to space and place, postcolonial life writing, border thinking and a context of practice ranging from transnational art, accented cinema, visual poetry, conceptual art, and socially engaged art. It provides insights about English language in the lives of Brazilian women in London and offers a view on a practice in visual arts as place of enunciation for decolonial selves.

Image002 - Artist's book 2013

Estudos sobre brasileiras e brasileiros que vivem no Reino Unido demonstram que, juntamente com solidão, desemprego e custo de vida, o nível de fluência na língua inglesa é um problema chave. Entretanto, existem poucos dados qualitativos sobre como a língua afeta suas vidas. Esta pesquisa interdisciplinar pergunta como uma prática artística ativada por experiências de deslocamento e desarticulação da língua pode se transformar em lugar de enunciação para decolonial selves. Nesse sentido, a pesquisa integra práticas não só individuais mas também coletivas realizadas com um grupo de mulheres brasileiras que vivem em Londres. Os desafios diários em lidar com a língua inglesa ativaram processos de escrita em meu trabalho visual, o qual se transformou num lugar para criar vozes bilíngues e fragmentárias em resposta à mudez inicial na qual me encontrei quando cheguei em Londres. Por meio de fotografia, gravura, desenho, postais e livros de artista explorei gêneros de escrita de vida tais como o diário, language memoir e correspondência para desenvolver uma consciência imigrante, cultivar vozes acentuadas e criar práticas de escrita individuais e coletivas. Assemblagem de palavras e imagens bem como o deslocamento de seus sentidos foram estratégias usadas para expandir vocabulários limitados. Por meio da prática artística, a língua passou de obstáculo intransponível a território criativo para explorar formas de saber histórias e escrever narrativas. Esta pesquisa é orientada por conceitos de espaço e lugar abordados pela geografia humanista e feminista, bem como pelas escritas de vida poscoloniais, pensamento de fronteira, arte transnacional, accented cinema, poesia visual, arte conceitual e arte socialmente engajada. Esta investigação oferece insights sobre a língua inglesa na vida de mulheres brasileiras em Londres, além de um olhar sobre a prática artística como lugar de enunciação para decolonial selves.