Diário: prática e forma

Em 2003, ao deixar minha cidade natal, a prática do diário se tornou mais evidente em meus processos de criação. Das agendas que eu mantinha antes disso, ficou a necessidade de tomar notas sobre as novas experiências cotidianas. O diário emergiu, então, como processo de ancoragem em meio ao deslocamento. No início, criei um blog – Diário de Bordo. Ali, inventariei os dias, registrei imagens, textos, acontecimentos.

Mas foi no período do doutorado que senti necessidade de pensar a prática diartística a partir das formas. Quais seriam as formas de se construir um diário? Venho ensaiando, desde então, diários por meio do desenho, da fotografia, da caminhada, das incisões e, claro, através da escrita.